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        <title></title>
        <description><![CDATA[Educação + Participação = Educação Integral]]></description>
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            <title>Educação  +  Participação  =  Educação Integral</title>
            <link>http://www.educacaoeparticipacao.org.br/</link>
            <description><![CDATA[Educação  +  Participação  =  Educação Integral]]></description>
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            <title>Resenha apresenta reflexão sobre a evolução histórica do papel das ONGs</title>
            <link>http://www.educacaoeparticipacao.org.br/index.php?/Relatos-Premio-Itau/resenha-apresenta-reflexao-sobre-a-evolucao-historica-do-papel-das-ongs.html</link>
            <description><![CDATA[Publicação intitulada “O ‘lugar’ social das ONGs”, de autoria de Nazira Arbache, pode ser lida na íntegra na biblioteca do site Educação e Participação

 

 
O termo ONG é usado hoje para designar diversos tipos de organizações sem fins lucrativos que não fazem parte do aparelho do Estado. “Porém, esse entendimento, além de insuficiente pela imprecisão, não possui sentido histórico e contém um dado que pode ser considerado uma dificuldade, ou seja, definir-se por uma negação, pelo que não é”.
 
A ideia é exposta em resenha produzida pela professora Nazira Arbache, que traça a evolução histórica dos modos de atuação e estruturação das ONGs da América Latina, desde o início de sua expansão nas décadas de 60 e 70, até a conquista de autonomia e um universo próprio com variadas formas de expressão, por parte dessas organizações, na década de 90.
 
A resenha intitulada “O ‘lugar’ social das ONGs” foi elaborada por Nazira com base em pesquisas que realizou durante o desenvolvimento de sua tese de doutorado, cujo tema é “Organizações Não-Governamentais: identidade, heterogeneidade, desaﬁos”. O trabalho foi defendido na Faculdade de História, Direito e Serviço Social, Campus de Franca, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), em 2005.
 
Nazira Arbache é assistente social e advogada, com experiência no trabalho de defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes e atualmente é responsável pelo Prêmio Itaú-Unicef, cuja coordenação técnica é do Cenpec.
 
Leia o texto na íntegra  (dmdocuments/O_lugar_social_das_ONGs.pdf)]]></description>
            <author> fabiola.munhoz@educacaoeparticipacao.org.br (Fabíola Munhoz)</author>
            <pubDate>Thu, 10 May 2012 20:34:57 GMT</pubDate>
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            <title>Entrevista: “Educação integral é um conjunto de oportunidades de aprendizagem dentro e fora da escola”</title>
            <link>http://www.educacaoeparticipacao.org.br/index.php?/Relatos-Educação-Integral/entrevista-educacao-integral-e-um-conjunto-de-oportunidades-de-aprendizagem-dentro-e-fora-da-escola.html</link>
            <description><![CDATA[A fala é da coordenadora do Núcleo de Educação Integral do Cenpec, Maria Estela Bergamin, que nos concedeu uma entrevista sobre o tema 
Há mais de 15 anos, o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e a Fundação Itaú Social vêm se dedicando ao tema da educação integral, tanto por meio da produção de conhecimento, quanto pelo desenvolvimento de programas educativos idealizados sob essa óptica pedagógica.








 Maria Estela: "O conceito de educação integral abrange 
 outras formas de aprendizagem, utilizando diferentes
linguagens e as oportunidades do território".  




O Prêmio Itaú-Unicef, criado em 1995, como indutor de políticas de educação integral implementadas por ONGs de todo o Brasil, foi só o começo. Hoje, as duas instituições também atuam na efetivação de programas governamentais de educação integral e na elaboração de publicações sobre o assunto.





Leia Também: 
  Cenpec e Fundação Itaú Social assessoram (index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=389:cenpec-e-fundacao-itau-social-assessoram-projetos-do-poder-publico-em-educacao-integral-&amp;catid=47)       projetos do poder público em educação integral         




A coordenadora do núcleo de Educação Integral do Cenpec, Maria Estela Bergamin, vem acompanhando de perto esse trabalho. A educadora concedeu ao site uma entrevista exclusiva, em que define o atual conceito de educação integral, em processo de construção desde o surgimento da ideia, em 1938, e fala sobre avanços e desafios na implantação desse modelo no Brasil.

“A criança pode ter uma parte do aprendizado na escola, e depois outras atividades educativas em outros espaços. Essa composição, com essas oportunidades dentro e fora da escola, é o que a gente está chamando de educação integral, não só em relação a mais tempo de oportunidade de aprendizagem, mas também para que a criança possa aprender sobre outras áreas do conhecimento, que só cinco horas de aula não dariam condição de desenvolver”, define Maria Estela.
Confira a conversa completa a seguir.  
Recentemente, o Cenpec e Fundação Itaú Social firmaram uma parceria com as Secretarias de Educação do Estado de Goiás e dos municípios de Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Maringá, para assessorar o desenvolvimento de programas de educação integral. De onde partiu essa iniciativa?Maria Estela Bergamin - Nos últimos cinco anos, houve um incremento muito grande dos programas de educação integral no Brasil, estimulados especialmente pelo governo federal através do programa Mais Educação. Então, vem-se conseguindo um número cada vez maior de escolas, que fazem adesão à jornada ampliada dos estudantes. O programa começou a atender 1.308 escolas em 2008, em 2011, já contava com cerca de 15 mil, e para 2012 a perspectiva é de que 30 mil escolas sejam atendidas.  Então, a educação integral já não é só uma ideia, um conceito, ela vem sendo concretizada através de programas. Essa é uma realidade de contexto.
 
Esse trabalho com os municípios e com o Estado de Goiás foi uma demanda deles. Esses governos estão implementando programas de educação integral em seus territórios. Então, pediram uma ajuda e foi feita uma parceria entre a Fundação Itaú Social, o Cenpec e as Secretarias Municipal de Maringá, de BH, do RJ e do Estado de Goiás, para que a gente faça uma assessoria, uma ajuda no desenvolvimento dos programas de educação integral criados por eles. 




"A compreensão da educação integral como sendo apenas a 
ampliação do tempo escolar é insuficienteporque é preciso também qualificar
 esse tempo. O conceito de educação integral abrange outras formas de 
aprendizagem,utilizando diferentes linguagens e oportunidades do território." 





A ideia da educação integral é que haja conexão entre ONGs, escolas e secretarias de educação. É um desafio estabelecer essa aproximação com o poder público? 
Maria Estela - No macrossistema, o que acontece é uma parceria entre uma secretaria estadual, uma fundação empresarial e o Cenpec. Já temos trabalhado com várias Secretarias de Educação a partir desse triângulo, e é isso que institui o programa. Não temos encontrado nenhum problema nessa triangulação porque as três instituições têm um objetivo comum, que é melhorar o aprendizado das crianças. A fundação empresarial Itaú Social financia o programa, o Cenpec, que é uma ONG, entra com a parte pedagógica, educacional, e as secretarias são os demandantes do trabalho. Eles já têm o projeto de educação integral e nós ajudamos a melhorar, a aperfeiçoar, tornar mais eficiente, a formar os profissionais para atuar com a educação integral. 
É recente o interesse dos governos por aplicar a educação integral?
Maria Estela - A ideia da educação integral é antiga. Desde 1938, o Manifesto dos Pioneiros já dizia que não se pode trabalhar só no período cognitivo porque é preciso usar outras linguagens. As coisas não são separadas, só a aprendizagem intelectual não funciona. Você precisa ter outros tipos de aprendizagem. No Brasil, houve alguns experimentos, como os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública) no Rio de Janeiro, e outras coisas isoladas. Contudo, essa adesão maciça à ideia vem de uns cinco anos para cá, principalmente depois da criação do programa Mais Educação, do governo federal, que é de 2007, e vem estimulando os municípios a ampliarem a jornada. 




 "A escola não dá conta de tudo: a criança pode participar de um programa do
governo no segundo tempo, pode ir a uma ONG ou a outro programa social. 
 Juntando todas essas oportunidades do território, você tem a educação integral."





A educação integral muitas vezes é compreendida como o simples aumento da carga horária dos estudantes. Qual o significado mais amplo desse conceito?
Maria Estela – A compreensão da educação integral como sendo apenas a ampliação do tempo escolar é insuficiente porque, além de aumentar o tempo, você tem que saber como qualificar esse tempo. Então, o conceito, a ideia de educação integral abrange outras formas de aprendizagem, utilizando diferentes linguagens e as oportunidades do território.

Uma ideia de educação integral muito forte é que a gente tem que admitir a incompletude de cada uma das instituições sozinha. A escola não dá conta de tudo, então a criança pode participar de um programa do governo federal no segundo tempo, pode ir a uma ONG, ao SESI, ou a outro programa social. Juntando todas essas oportunidades do território, você tem a educação integral. Por isso mesmo, esse conceito pressupõe a intersetorialidade. Se você está num território muito pobre, para que haja uma educação integral, talvez só a escola não seja suficiente. Você tem que entrar com a questão da assistência social, da saúde, um programa de cultura, um programa para os pais, para que então tudo isso mobilize a aprendizagem da criança.

Como deve se dar a formação dos educadores para que coloquem em prática esse modelo de educação integral?
 
Maria Estela - O Cenpec trabalha de maneira geral, não só nos programas de educação integral, com uma linha de formação que se baseia na participação, na autonomia e no uso da criatividade do estudante. Então, a gente também tem que aplicar esses princípios na formação de educadores.

Qual o maior desafio para efetivar a política de educação integral em diversos territórios?

Maria Estela - Na verdade, a dificuldade é estrutural, dos contextos dos territórios. É difícil para a realidade das escolas, dos territórios, organizar esse período ampliado, porque às vezes a unidade educacional não tem professor ou educador para isso. Em alguns casos, o professor não se interessa por dar duas aulas a mais à tarde, dentro de um programa de educação integral, se pode dar aula de manhã numa escola e à tarde em outra, ganhando um período a mais de remuneração. Então, os municípios e as escolas ainda estão lidando com a dificuldade de arranjar educadores que topem fazer esse trabalho. Outro desafio é a falta de preparo dos profissionais para realizar esse tipo de trabalho.

O trabalho com oficinas e projetos, por exemplo, ainda é uma novidade para os educadores. Propomos atividades de vivência, em que o estudante aprenda de um jeito diferente, não só copiando da lousa, ou fazendo exercício. E isso é difícil para a estrutura da escola, para os professores, porque foge ao modelo clássico. É uma proposta que também exige que as crianças almocem na escola, e isso precisa de toda uma infraestrutura. Além disso, muitas escolas não têm espaço físico, então necessitam transporte para levar os estudantes para fazer atividade numa quadra, ou na sala de uma ONG, por exemplo. Então são coisas que ainda estão começando no Brasil. Você não tem uma estrutura pronta.

Quando formamos os educadores, buscamos acolher essas dificuldades trazidas para as oficinas. As condições nas escolas, nos territórios e nas ONGs são muito precárias para o que a gente realmente gostaria de fazer e nós temos que lidar com essa pauta, com essa realidade dura dos territórios. Além disso, essas atividades são oferecidas aos alunos que vivem em situação de vulnerabilidade social, e as escolas que oferecem essas atividades estão geralmente localizadas em regiões onde realidade é muito dura. Então, quando você faz a formação, você tem que pensar: dentro dessa realidade, o que nós podemos fazer?

Qual a idade dos estudantes que recebem a educação integral a partir de programas como esse?
 
Maria Estela - A maior parte dos programas de educação de integral ainda atende crianças de até 12 anos, do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Para assegurar, ou oferecer oportunidades para adolescente é bem mais difícil porque eles estão numa idade mais especial. Com eles, também é preciso abordar o tema das novas tecnologias, meios mais modernos de aprendizagem, materiais multimídia, muita circulação pelo território, projetos comunitários, etc.
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            <author> fabiola.munhoz@educacaoeparticipacao.org.br (Fabíola Munhoz)</author>
            <pubDate>Thu, 10 May 2012 14:53:37 GMT</pubDate>
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            <title>Jovens levam beleza a beco no Grajaú</title>
            <link>http://www.educacaoeparticipacao.org.br/index.php?/Ultimas-Noticias-Jovens-Urbanos/jovens-levam-beleza-a-beco-no-grajau.html</link>
            <description><![CDATA[





Algumas das fachadas revitalizadas por participantes do Programa Jovens Urbanos. Foto: Divilgação



 
Beco Beleza é um dos projetos desenvolvidos pelos participantes da 6ª edição do Programa Jovens Urbanos no distrito
Transformar um beco para renovar o olhar da comunidade do entorno. Essa era a intenção de alguns dos participantes da 6ª edição do Programa Jovens Urbanos, no distrito do Grajaú (zona sul), quando idealizaram o projeto “Beco Beleza – revitalizando a comunidade”. Para melhorar a qualidade de vida dos moradores de seu bairro, despertando neles um novo olhar em relação ao espaço de um beco ali presente, os jovens Allysson Rafael, Clara Millany, Fabrício da Silva, Luana Lobato, Luana Porto, Remisson Arruda e Rodolfo Alexandre se dedicaram a limpar, pintar e grafitar a parede principal e as fechadas das casas existentes no local, confeccionando também uma lixeira para manter a área limpa e organizada.O projeto foi fruto da metodologia do programa, que possibilita a exploração da cidade pelos jovens de forma que possam reconhecer ambientes educativos e culturais, entre outros, oferecendo também a eles oficinas - experimentações- (index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=55:formacao-dos-jovens&amp;catid=43&amp;Itemid=65), com a contratação de assessores especializados nas áreas de artes plásticas, cinema, teatro, educação, urbanismo, etc., a fim de ampliar e enriquecer suas perspectivas de futuro. “Tendo como inspiração a saída ao morro da macumba (http://maps.google.com.br/maps?q=+Parque+Residencial+Cocaia,+S%C3%A3o+Paulo%2FSP&amp;hl=pt-BR&amp;ie=UTF8&amp;sll=-23.74104,-46.672153&amp;sspn=0.129322,0.154324&amp;hnear=Parque+Residencial+Cocaia,+S%C3%A3o+Paulo&amp;t=m&amp;z=15&amp;iwloc=A), percebemos o quanto seria importante uma intervenção de arte próxima ao Instituto Anchieta Grajaú. Assim, escolhemos O Beco, que é um conjunto de casas, a maioria pequenas, e em geral sem acabamento”, justificam os jovens ao propor o projeto. Também, segundo eles, a comunidade atualmente tem uma visão distorcida desse espaço. Daí a importância de revitalizá-lo, com a participação dos moradores, para que voltasse a ser visto como um ambiente bonito, organizado e valorizado. 
A assessoria deste projeto foi feita pelo coletivo Imargem (http://www.imagemdamargem.blogspot.com/) que, em seu relatório de avaliação, descreve que um dos pontos positivos da iniciativa foi a escolha de um local onde seria possível realizar algo de grande impacto e potencial de envolvimento da comunidade local.“Creio que é um grande desafio assessorar ações que envolvem mobilização comunitária e cada comunidade tem seus próprios códigos e expertises que precisam ser respeitados e potencializados. Para minha trajetória profissional foi mais um degrau rumo à gestão e à facilitação de processos participativos, e uma grande injeção de ânimo de que é possível com planejamento, flexibilidade e comunicação amorosa fazer grandes coisas coletivamente e em sistema de mutirão”, conclui a assessoria em seu relatório.Veja as imagens 
 



Projeto Beco Beleza (6ª edição do PJU no Grajaú) (https://picasaweb.google.com/programajovensurbanoscenpec/ProjetoBecoBeleza6EdicaoDoPJUNoGrajau?authuser=0&amp;feat=embedwebsite#slideshow/5740600569426293538)



 
 
Conheça outros projetos que os participantes do programa no Grajaú realizaram durante a 6ª Edição, clicando aqui (http://jovensurbanosanchieta.wordpress.com/).  
 

 
 ]]></description>
            <author> fabiola.munhoz@educacaoeparticipacao.org.br (Fabíola Munhoz)</author>
            <pubDate>Wed, 09 May 2012 17:51:25 GMT</pubDate>
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        <item>
            <title>Estão abertas 185 vagas para cursos gratuitos em tecnologia</title>
            <link>http://www.educacaoeparticipacao.org.br/index.php?/Ultimas-Noticias-Educação-Integral/estao-abertas-185-vagas-para-cursos-gratuitos-em-tecnologia.html</link>
            <description><![CDATA[As matrículas devem ser feitas entre os dias 25, 26 e 27 de abril no Parque da JuventudeO Acessa São Paulo, programa de inclusão digital do Governo do Estado de São Paulo, vai oferecer sete cursos diferentes durante o mês de maio, todos gratuitos. Ao todo são 185 vagas, e as aulas terão início a partir do dia 7 de maio. O ciclo de oficinas acontece no Parque da Juventude.Para realizar as inscrições, os interessados devem se dirigir também ao Parque da Juventude com RG em mãos, entre os dias 25, 26 e 27 de abril. Os temas das aulas são: informática básica, internet básica, montagem e manutenção de computadores, fotografia digital, Linux, inglês básico ou comunicação por sinais (libras). O posto do Acessa São Paulo no Parque da Juventude fica na Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, 1º andar, ao lado da estação Carandiru do Metrô, das 9h às 18h.
 
Fonte: Juventude.sp (http://www.juventude.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=3730&amp;q=Est%C3%A3o+abertas+185+vagas+para+cursos+gratuitos+em+tecnologia)]]></description>
            <author> fabiola.munhoz@educacaoeparticipacao.org.br (Fabíola Munhoz)</author>
            <pubDate>Thu, 26 Apr 2012 16:19:17 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title>Mostra reúne projetos de jovens no Grajaú</title>
            <link>http://www.educacaoeparticipacao.org.br/index.php?/Ultimas-Noticias-Jovens-Urbanos/mostra-reune-projeto-de-jovens-no-grajau.html</link>
            <description><![CDATA[


Foto: André Bueno






 
Apresentações de música, poesia e teatro foram alguns dos itens presentes na Mostra de Produções de projetos realizados por participantes da 6ª Edição do Programa Jovens Urbanos no Grajaú, em São Paulo. Mais de 50 pessoas participaram do evento, que aconteceu no sábado do dia 17 de março, na Casa de Cultura Palhaço Carequinha, localizada no distrito. “Nosso objetivo ao propor o evento foi trazer não só as produções do Programa, como também reunir os artistas locais”, explicou o coordenador da Comunidade Cidadã, ONG realizadora do Jovens Urbanos no território, Magno Duarte. Na ocasião, um coletivo de meninas falou sobre a Revista Zong, resultado de um projeto dedicado à comunidade que será lançado em breve, um grupo apresentou músicas de forró e outros jovens leram poesias e rimas de Hip Hop. Entre eles, Rapper Pirata e Afavel (na foto acima), que também fizeram improvisações. 
 
Houve ainda a exibição de vinhetas de um programa de rádio, a mostra de um documentário e a apresentação de uma peça de teatro. 
 
“Vendo o que está acontecendo aqui, lembro-me de quando era jovem e participava de movimentos sociais”, disse um dos pais que foi ver a apresentação do filho.
 



Foto: André Bueno





Meninas do projeto Teatro Cócegas cantam e dançam música de abertura da peça "O pote vazio"



 
Saiba mais, acessando o blog (http://comunidadepju.blogspot.com.br/) dos jovens.]]></description>
            <author> thais.iervolino@gmail.com (Thais Iervolino)</author>
            <pubDate>Thu, 26 Apr 2012 15:14:14 GMT</pubDate>
            <guid isPermaLink="false">http://www.educacaoeparticipacao.org.br/index.php?/Ultimas-Noticias-Jovens-Urbanos/mostra-reune-projeto-de-jovens-no-grajau.html</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Prêmio Itaú-Unicef diversifica estratégias metodológicas para ampliar alcance e continuidade da formação</title>
            <link>http://www.educacaoeparticipacao.org.br/index.php?/Ultimas-Noticias-Prêmio-Itaú-Unicef/premio-itau-unicef-diversifica-estrategias-metodologicas-para-ampliar-alcance-e-continuidade-da-formacao.html</link>
            <description><![CDATA[









Curso para mediadores de ambientes virtuais de aprendizagem é só a primeira das ações virtuais previstas para 2012, com o objetivo de compartilhar informações, conectando diferentes profissionais e culturas.  
Em constante busca por constituir uma rede de ONGs empenhadas na defesa dos direitos da criança e do adolescente, o Prêmio Itaú-Unicef, projeto coordenado pelo Cenpec e de iniciativa da Fundação Itaú Social e do Unicef, prepara neste ano um pacote de cursos a distância para diferentes públicos envolvidos com ações socioeducativas, que valorizem a importância da intersetorialidade no processo educativo.Os projetos de formação, realizados virtualmente, também conhecidos como EAD (Educação a Distância), além de preverem a participação dos educadores sociais das ONGs inscritas na 9ª edição do Prêmio Itaú-Unicef, terão também um público ampliado, composto por avaliadores, visitadores, assim como os mediadores, responsáveis pelo acompanhamento de cada um dos cursos oferecidos. Tais propostas fazem parte de um conjunto de ações virtuais e presenciais, que pretendem garantir a aprendizagem e a troca de conhecimentos contínuas entre os parceiros do Prêmio Itaú-Unicef, nos dois anos que compõem seu cronograma. Dentre as atividades previstas, estão, além dos cursos a distância, ambientes de intercâmbio e discussão virtuais, que se apresentarão na forma de salas de debate, chats e fóruns via Internet.Cláudia Charoux (à direita na foto), responsável pelo design instrucional de tais espaços de aprendizagem, diz que cada estratégia virtual utilizada possui suas especificidades e objetivos. “O curso tem um número de vagas restrito, com módulos e atividades devidamente planejados, bem como prazos determinados e a presença de uma mediação com experiência no tema abordado e a responsabilidade de dar suporte e avaliar qualitativamente a participação dos interessados”, explica. Para ampliar a oferta de oportunidades formativas, o Prêmio criou outras estratégias- centradas na troca de conhecimentos e experiências entre pares-, com uma mediação responsável por ativar a rede e o vínculo entre os participantes, mantendo o ambiente sempre organizado e em movimento, que são as salas de debate e os chats. “Os fóruns e as salas de debate são ambientes de formação continuada, onde os participantes poderão continuar a discussão iniciada em um curso. No caso das salas de debate, haverá também a participação de profissionais que fizeram outra trajetória para chegar a esse espaço de conversa. O debate é aberto a todos que queiram gerar conteúdo, oferecer materiais, e compartilhar experiências sobre o tema. É mais parecido com uma rede”, define Cláudia.“Como há um leque enorme de ações virtuais previstas para este ano, entendemos que era preciso envolver mais pessoas para poder mediar esses espaços, de modo que quem entre nesses ambientes possa se sentir acolhido e à vontade para expor suas experiências”, explica Izabel Brunsizian (à esquerda na foto), responsável pelos processos de formação do Prêmio Itaú-Unicef.
 






Essa é a cara da formação EAD para mediadores, que começou há três semanas



Formação de mediadores
Dada a importância da mediação, o primeiro curso lançado neste ano foi a formação virtual de mediadores. O objetivo dessa atividade, para a qual foram convidados profissionais que já participaram do Prêmio, como avaliadores ou visitadores das ONGs, bem como pessoas com experiência em educação e mediação, é preparar seus integrantes para assumir o papel de mediador em ambientes virtuais de aprendizagem. “A preocupação em preparar os mediadores tem dois motivos. Um deles tem relação com o uso da ferramenta, que é o sistema Moodle. Outro diz respeito aos princípios que temos com a formação. Ela, seja a distância ou presencial, tem que garantir a inclusão e a escuta de todas as pessoas envolvidas, formando-se assim um coletivo. O conhecimento é construído entre todos”, afirma Izabel. O curso para mediadores, na modalidade EAD, conta com a participação de 55 profissionais que, ao fim da formação, com duração de cinco semanas, decidirão se desejam ou não mediar os espaços de debate e a formação a distância que estão sendo criados no âmbito do Prêmio. Os que se habilitarem ao exercício da mediação escolherão o tema com o qual gostariam de trabalhar, dentre uma lista de assuntos previstos para os cursos, que foram escolhidos pelos profissionais das ONGs inscritas para o Prêmio em 2011, por meio de sua participação numa enquete virtual realizada no início deste ano. Para os chats e salas de debate, são previstas inicialmente temáticas relacionadas ao Prêmio Itaú-Unicef, mas as discussões poderão tratar outras pautas de interesse dos educadores, como juventude e sustentabilidade, entre outras.
 
Saiba mais: 9ª Edição do Prêmio Itaú-Unicef enfoca ações de formação em 2012 (index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=387:9o-edicao-do-premio-itau-unicef-enfoca-acoes-de-formacao-em-2012&amp;catid=49)]]></description>
            <author> fabiola.munhoz@educacaoeparticipacao.org.br (Fabíola Munhoz)</author>
            <pubDate>Thu, 26 Apr 2012 12:50:30 GMT</pubDate>
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        <item>
            <title>7ª Edição do Programa Jovens Urbanos começa em São Paulo</title>
            <link>http://www.educacaoeparticipacao.org.br/index.php?/Ultimas-Noticias-Jovens-Urbanos/7o-edicao-do-programa-jovens-urbanos-comeca-em-sao-paulo.html</link>
            <description><![CDATA[
Com a assinatura do Termo de Cooperação Técnica por parte dos representantes do Cenpec, da Fundação Itaú Social e das 16 organizações executoras do programa neste ano, inicia-se a 7ª Edição do programa em São Paulo. Atuando em quatro territórios: Jardim Ângela e Cidade Ademar, na zona sul da cidade, e São Miguel Paulista e Jardim Helena, na zona leste, esta edição pretende expandir o repertório sociocultural de 960 jovens moradores de regiões de alta vulnerabilidade social e juvenil; gerar oportunidades para sua participação na vida pública e inserção no mundo do trabalho e potencializar e diversificar as possibilidades de inserção produtiva desses jovens. Na ocasião da assinatura do termo, houve também uma formação sobre gestão para os representantes das organizações executoras do programa, cujo objetivo foi fornecer elementos teóricos e práticos aos coordenadores para a gestão do Programa, além de fortalecer o grupo e ações em cada um dos territórios de intervenção.
 
EducadoresApós a etapa de início das atividades, os educadores que vão atuar com os jovens nesses quatro territórios estiveram em formação por uma semana. “A formação inicial é o primeiro contato dos educadores com o programa, é um espaço para iniciar as reflexões sobre juventude, formação humana e cidade, e para subsidiar o trabalho com os jovens”, diz Ana Cláudia Leite, uma das responsáveis pelo Núcleo de Formação e Produção de Conteúdo do Programa.Dos 32 educadores que vão atuar na 7ª edição, apenas cinco já conhecem o Jovens Urbanos. “Nesta edição há um perfil mais heterogêneo dos educadores, com mais bagagem de vida, diferentes idades, formação e experiências. Um dos nossos desafios é conseguir realizar um programa de formação que possibilita, por um lado, a apropriação da metodologia do Programa e, por outro, a ampliação de repertórios dos educadores, conforme a área de seu interesse e as demandas advindas do trabalho com os”, conta.  “A formação foi super participativa, nada monótona. Vamos conhecendo a realidade do jovem com o nosso próprio conhecimento. O programa foi baseado no que a gente faz”, afirma Fabio de Santana, um dos educadores que participou da formação. Ele também conta que gostaria que o programa houvesse existido na época em que era jovem. “Eu mesmo não tive essa oportunidade: entrei no trabalho muito cedo, ganhando muito pouco. Se tivesse um programa como esse, com certeza estaria em uma situação melhor. Espero que os jovens ampliem seu território e abram o olhar sobre o direito à cidade”, revela. Outra educadoras que participou da formação é Elaine Cristina Mineiro,  que vai atuar na organização Alana, no Jardim Helena. “Gostei bastante do programa porque ele tem um olhar interessante sobre a questão do direito à cidade. A ideia é poder trabalhar na prática a questão desse direito: de onde o jovem veio, o motivo pelo qual ele mora longe, de onde trabalha, etc. Espero poder colocar na prática o que aprendi nessa semana”, fala.
 

 
Inscrições 
Até junho, as organizações executoras do programa estão fazendo as inscrições dos jovens de 15 a 21 anos interessados em participar do programa. O início das atividades com os jovens acontece em 24 de abril. Veja abaixo a relação das organizações que vão participar da 7ª Edição do Programa Jovens Urbanos, de acordo com seus territórios:Jardim ÂngelaARCO Associação Beneficente Projeto Ação Batuquedum Sociedade Santos MártiresAssociação Moradores Jardim Boa SorteCidade AdemarAssociação Lar Maria e SininhaPortelinha - Ass. de Moradores do Jardim PortelaEspaço Aberto Comunidade CidadãSão MiguelCecraIpedeshSepasAssociação Vila MaraJardim HelenaCentro para a Juventude MOCAInstituto Alana (Espaço Alana)Acaleô AMZOL - Associação de Mulheres da Zona Leste]]></description>
            <author> thais.iervolino@gmail.com (Thais Iervolino)</author>
            <pubDate>Fri, 20 Apr 2012 18:21:56 GMT</pubDate>
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            <title>Jovens oferecem histórias contadas e gibis para a comunidade de Heliópolis</title>
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            <description><![CDATA[
Um menino de uma perna só, que aparece em moinhos de vento e faz travessuras. É retratando a história do Saci Pererê, um dos principais personagens do folclore brasileiro, que participantes da 6ª Edição do Programa Jovens Urbanos entretiveram diversas crianças na Gibiteca  Brincando de Ler, em Heliópolis no mês de março. 
A atividade faz parte do projeto Conta um Conto que eles planejaram e realizaram em três meses com o objetivo de contar histórias do folclore brasileiro às crianças do bairro. “No começo foi muito difícil definir um tema, mas optamos por histórias do folclore porque percebemos que as crianças da região sabiam cada vez menos as histórias tradicionais do país”, disse Pedro Henrique Albuquerque Siqueira, participante do projeto.O Conta um Conto previu uma série de apresentações em diversos locais de Heliópolis, como organizações, creches etc. “É um projeto muito prazeroso. Vi nos jovens o que eu acredito:  se há ferramentas para realizar o projeto, ele flui. A experiência tem sido ótima, a cada apresentação, os jovens se aprimoram cada vez mais”, explicou Genovaite Martinaitis, assessora técnica do projeto. GibitecaO evento também fez parte da inauguração da Gibiteca Brincando de Ler, outro projeto feito por jovens do programa. Com 160 títulos de quadrinhos para crianças e adolescentes, que vão de livros de Mafalda a gibis da Turma da Mônica, o Brincando de Ler, como é chamado o projeto que criou a Gibiteca, propõe oferecer à comunidade um momento de leitura para aprimorar seu repertório. “No começo tínhamos pensado em fazer a biblioteca numa igreja, mas descobrimos que este lugar, o telecentro que fica na Delegacia, já havia sido ocupado por uma gibiteca antes e então lançamos esse desafio de recuperar esse espaço”, diz Wadjla Tuany Silva da Costa, jovem que participou do planejamento da gibiteca. Segundo Ariane Mieco Sugayama, da organização Cor da Letra, que foi assessora técnica do Brincando de Ler, os jovens tinham feito um projeto consistente. “Eles estavam bem ansiosos para colocar a mão na massa, com o projeto sólido. Inicialmente queriam também criar um espaço para uma brinquedoteca, mas por uma questão de logística, priorizamos a gibiteca. Fomos a livrarias para que eles conhecessem como são organizados os livros, quais títulos eles possuem etc. e depois disso definimos os critérios para a escolha dos títulos”, contou. Informações:A Gibiteca está localizada na rua Comandante Taylor, 1180, ao lado do Telecentro.]]></description>
            <author> thais.iervolino@gmail.com (Thais Iervolino)</author>
            <pubDate>Fri, 20 Apr 2012 18:04:17 GMT</pubDate>
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            <title> Escolas têm prazo maior para aderir ao Programa Mais Educação</title>
            <link>http://www.educacaoeparticipacao.org.br/index.php?/Ultimas-Noticias-Educação-Integral/escolas-tem-prazo-maior-para-aderir-ao-programa-mais-educacao.html</link>
            <description><![CDATA[Escolas públicas, urbanas e do campo, e secretarias municipais de educação pré-selecionadas pelo Ministério da Educação (MEC) para oferecer ensino integral tiveram o prazo para adesão ao Programa Mais Educação (http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=86&amp;id=12372&amp;option=com_content&amp;view=article) prorrogado para o dia 27 deste mês.
A iniciativa amplia o ensino nas escolas públicas e já atende 2,8 milhões de estudantes da educação básica. São 29.308 escolas na lista de pré-selecionadas pelo MEC, mas a adesão deve ser feita pelos gestores. O Mais Educação aumenta a jornada diária para o mínimo de 7 horas. Além de atividades artísticas e esportivas, é obrigatório reservar uma hora para acompanhamento pedagógico. A expectativa do MEC é oferecer educação integral em 30 mil estabelecimentos.
Fonte: Andi - Comunicação e Direitos (http://www.andi.org.br/infancia-e-juventude/noticia-clipping/escolas-tem-prazo-maior-para-aderir-ao-programa-mais-educacao)]]></description>
            <author> fabiola.munhoz@educacaoeparticipacao.org.br (Fabíola Munhoz)</author>
            <pubDate>Thu, 19 Apr 2012 16:21:19 GMT</pubDate>
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            <title>Cenpec e Fundação Itaú Social assessoram projetos do poder público em educação integral </title>
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            <description><![CDATA[Os governos do Estado de Goiás e dos municípios de Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Maringá (PR) buscaram essa parceria com o objetivo de garantir qualidade na ampliação da jornada escolar em seus territórios
O Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e a Fundação Itaú Social, há mais de 15 anos, vêm se dedicando à produção de conhecimento sobre educação integral e também ao trabalho de apoio às políticas públicas relacionadas com o tema e implementadas em todo o Brasil.
Por terem se tornado referência no assunto, durante o ano passado, a ONG e a fundação foram procuradas pelos representantes das secretarias de Educação do Estado de Goiás, e também dos municípios de Maringá (PR), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ), com um pedido de suporte ao desenvolvimento de programas de educação integral criados por esses órgãos governamentais, para aumentar a carga-horária escolar e aprimorar a qualidade do ensino em seus territórios.
Ainda que haja um período de ensino que vai além do horário escolar, o conceito de educação integral não se limita à extensão do tempo que um estudante passa na escola. Segundo informações sistematizadas pela Fundação Itaú Social e o Cenpec, que geraram, dentre outros trabalhos, a publicação “Tendências para Educação Integral”, de 2010, a ideia existe desde 1938, e pressupõe uma educação que leve em conta a interdisciplinaridade e a máxima diversidade das formas de aprendizagem, fazendo uso de outros espaços além da sala de aula, com a aplicação de diferentes tipos de linguagem e em constante intercâmbio com a realidade local.
“O conceito, a ideia de educação integral envolve sim mais tempo, mas não só isso, também outras formas de aprendizagem que o estudante não tem no currículo básico, utilizando diferentes linguagens e as oportunidades do território”, define Maria Estela Bergamin, coordenadora do núcleo de Educação Integral do Cenpec.
De acordo com a educadora, para compreender esse conceito, é preciso também admitir a incompletude de cada uma das instituições relacionadas com o processo de aprendizagem. “Se você está num território muito pobre, para que haja realmente uma educação integral, talvez só a escola não seja suficiente. Você tem que entrar com a questão da assistência social, da saúde, um programa de cultura, um programa para os pais, para que então tudo isso mobilize a aprendizagem da criança. É um conceito que está ligado às possibilidades do território e a outras políticas públicas, não só a educacional”, explica.
Como são muitos os fatores que interferem na consecução da educação integral, as formas de parceria entre instituições e setores da sociedade, com relação ao tema, também são variáveis e se modificam de acordo com as necessidades locais. Logo, as atuais parcerias do Cenpec e da Fundação Itaú Social com entes federados interessados em efetivar seus programas de educação integral, são construídas em diferentes modelos, segundo as peculiaridades de cada território e o estágio de desenvolvimento dessas diferentes políticas.
O trabalho de assessoria pedagógica oferecido pelo Cenpec vai desde o diagnóstico e a sugestão de melhorias à educação integral já aplicada em instituições de alguns territórios, até o apoio na redefinição de horários da jornada escolar e do conteúdo previsto às matrizes curriculares, assim como o treinamento de educadores, professores e gestores, para que estejam aptos a praticar a educação integral. Esse trabalho de formação geralmente aborda três grandes áreas temáticas: cultura e artes, corpo e movimento e ludicidade.
“Nós cuidamos muito para que os professores e gestores que vão receber a formação não tenham um curso teórico. Eles vão ter vivências, vão aprender a desenvolver algumas atividades, por exemplo, em Língua Portuguesa e Matemática, de uma forma diferente, com outras linguagens relacionadas à expressão visual, à prática teatral, e outras manifestações artísticas”, comenta Maria Estela.
Ela também explica que, a cada passo da formação, há a preocupação em contar com a colaboração de um perito na área de conhecimento que integra o currículo básico e outro especialista em alguma linguagem artística. “O objetivo é dar essa ideia de que a aprendizagem não ocorre só no cognitivo. Quando você vai aprender, você mobiliza diferentes capacidades. Quanto mais diversidade de linguagem você usar para abordar um conceito, maior a probabilidade de a criança aprender”.
Goiás 
O primeiro ente federado a estabelecer essa parceria com a Fundação foi o Estado de Goiás, onde já há uma rede de 120 escolas que oferecem jornada escolar ampliada. A assessoria do Cenpec à Secretaria de Educação de Goiás começou com uma avaliação da política pública de educação integral desenvolvida no Estado, a pedido do governo estadual, que tem buscado aprimorar esse serviço.
A partir de tal diagnóstico, foi iniciada a construção de um “Plano de Reestruturação da Educação Integral em Goiás”, com objetivos, diretrizes e metas que devem ser concretizadas até 2014, bem como a reconfiguração dos horários e das Matrizes Curriculares das 120 Escolas de Tempo Integral, hoje sob a responsabilidade do Estado.
Também, em novembro do ano passado, ocorreu em Pirenópolis (GO) um processo formativo de 12 horas para 400 gestores da educação integral estadual, atuantes nas unidades educacionais ou na Secretaria e nos núcleos regionais de Educação, com o objetivo de socializar a ideia do programa, debatendo concepções, metodologias e resultados pretendidos.
Durante essa formação, foram priorizadas discussões sobre as concepções e os fundamentos da Educação Integral, e a articulação de aprendizados adquiridos nas oficinas de cultura e artes, corpo e movimento e ludicidade, com o currículo básico comum das escolas. Esse treinamento deve continuar em 2012.
“Nós vamos ter neste semestre ainda, talvez maio, uma grande formação em Goiás, para 320 gestores dessas escolas de educação integral. Vai ser um período de formação no qual vamos abordar especialmente a grade curricular deles nesse período ampliado, que inclui acompanhamento de Língua Portuguesa e Matemática, Arte e Cultura e Esportes”, informa Maria Estela.
De acordo com a educadora, ao longo desse processo, os educadores serão orientados sobre como trabalhar no acompanhamento pedagógico de Matemática e Língua Portuguesa de maneira lúdica, a partir da utilização de novas formas de linguagens. “A formação é para que os educadores possam fazer a criança aprender mais sobre a língua de um jeito mais interessante, agradável, e mais eficiente do que a metodologia tradicional que a gente tem no período do currículo básico”, acrescenta.
Belo Horizonte
Na capital mineira funciona o Programa Escola Integrada, que oferece jornada ampliada a adolescentes e crianças em escolas ou ONGs, por meio de parceria entre essas organizações e as unidades educativas municipais.
Em Belo Horizonte, há escolas com um currículo básico previsto para o turno da manhã, nas quais, à tarde, parte de seus alunos tem outras atividades dentro dessa mesma unidade de ensino, enquanto outros realizam a continuidade do aprendizado dentro de uma ONG do território. “A ampliação da jornada pode ser tanto na escola, como em outras instituições, ou também mista, como é o caso de escolas que não conseguem atender a todos os alunos no espaço da escola, durante o contra-turno”, explica a coordenadora do Núcleo de Educação Integral do Cenpec, Maria Estela.
Dentro desse contexto, o trabalho realizado atua na implantação do Programa Escola Integrada desde o ano passado, com a formação de gestores, professores comunitários, coordenadores e educadores de ONGs, gestores de escolas e técnicos regionais.
Em 2012, a parceria continua com o objetivo de potencializar o trabalho já desenvolvido e qualificar os resultados obtidos durante a primeira fase dos trabalhos de formação. O apoio técnico do Cenpec a essa política municipal também prevê a realização de visitas técnicas a ONGs e escolas, no dia subsequente ao trabalho de formação, com a finalidade de produzir insumos que colaborem com a definição de conteúdos e a elaboração de atividades a serem trabalhados nos futuros encontros. Também, por esse método, podem ser identificadas e registradas práticas exitosas de ONGs e Escolas.
Rio de Janeiro
Entre junho e dezembro de 2011, a Fundação Itaú Social e o Cenpec assessoraram a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro na implantação de Escolas de sete horas diárias. O governo municipal pretende estender esse turno a toda rede nos próximos dez anos. Em 2011, já havia 12 unidades educacionais funcionando com a ampliação da aprendizagem, além de outras experiências de educação integral, já consolidadas historicamente, como os Cieps (Centros Integrados de Educação Pública) e, mais rentemente, as Escolas do Amanhã e os Ginásios Experimentais Cariocas.
Para consolidar o modelo da Escola de sete horas com vistas à sua universalização, a Secretaria de Educação do município propôs a identificação de potencialidades e desafios dessas outras experiências de ampliação da jornada, assim como elementos que poderiam ser incorporados à matriz curricular nas unidades educativas municipais.
Foram realizadas visitas técnicas a doze unidades educacionais, que culminaram na elaboração de dois documentos com impressões e recomendações, e levaram à proposição de alterações na matriz curricular que estão funcionando nas escolas municipais desde março de 2011, em caráter piloto.
O segundo passo da parceria se dará com o acompanhamento da efetivação da educação integral nas escolas de sete horas que aplicarão a essa nova matriz. Dentre essas, que somam 101 unidades, serão observados 31, cujos índices de aprendizagem estão abaixo da média. Essas escolas contarão com a avaliação de 10 técnicos das Cres (Coordenadorias Regionais de Educação), que serão assessorados pelo Cenpec no monitoramento dos processos de gestão e na avaliação da proposta pedagógica das escolas. A parceria também prevê a reavaliação do currículo, com a inclusão da metodologia de oficinas e projetos que empreguem diferentes linguagens.
 
Maringá
A rede municipal de Maringá conta com 94 escolas, sendo 45 destinadas ao Ensino Fundamental. Em 2009, a Secretaria de Educação do município aderiu ao Programa Mais Educação do governo federal, iniciando programas-piloto de ampliação de jornada, em duas escolas. Em 2010, houve extensão da proposta a mais cinco unidades e, no ano passado, para mais 12. Hoje são 19 escolas de ensino fundamental do 1° ao 5° ano que oferecem jornada escolar aumentada no município.
A maioria desses estabelecimentos educacionais funciona em territórios de alta vulnerabilidade social e oferece mais quatro horas diárias de atividades às crianças, que são realizadas em grande parte nas próprias escolas. Sua matriz curricular abrange atividades de Acompanhamento Pedagógico, Artes em suas diferentes linguagens e Esportes.
Nesse cenário, a parceria entre a Fundação Itaú Social, o Cenpec e a Secretaria de Educação do Município é recente e prevê formação continuada a gestores, educadores e professores, planejamento e elaboração de atividades curriculares, e também reuniões mensais e visitas bimestrais a três escolas, para acompanhamento e registro do processo de implantação do programa.
Os conteúdos da formação dos educadores terão como eixos: os conceitos e os referenciais para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, a importância de seu papel como educador num programa de Educação Integral e a ampliação de repertório didático nas diferentes linguagens.
Produção de conhecimento
Paralelamente a esses projetos, a Fundação e o Cenpec estão produzindo uma nova publicação sobre educação integral, na qual serão sistematizados e divulgados novos conhecimentos relacionados ao tema.
O trabalho, que aprofunda e dá prosseguimento ao conteúdo da publicação “Tendências para a Educação Integral”, de 2010, resultará de estudos e coletas de dados realizados em todo o Brasil, a partir da análise de como diversas instituições têm organizado seus programas de educação integral ou de ampliação da jornada nos municípios brasileiros.]]></description>
            <author> fabiola.munhoz@educacaoeparticipacao.org.br (Fabíola Munhoz)</author>
            <pubDate>Wed, 11 Apr 2012 14:44:44 GMT</pubDate>
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